Depoimentos


Pedro, São José do Rio Preto (SP):

Encontrar no mundo de hoje um lugar que incentiva valores de fraternidade universal, amizade, respeito, tolerância e a conscientização de que todos são partes de uma mesma família é difícil; Mas encontrar um lugar onde se vive estes valores é encontrar um tesouro escondido no deserto. Bendito seja HaShem que deu ao Brasil a Sinagoga sem Fronteiras, tesouro este não escondido e sim exposto como uma mesa repleta de alimentos deliciosos a todos de bom coração. Rabino Gilberto Venturas e sua amada esposa Jacqueline, Grandes instrumentos do Eterno para levar ao mundo o verdadeiro Judaísmo, suas riquezas, sua luz e seus valores. Colunas estas que quebram os preconceitos, racismos, antissemitismo, transformando vidas, famílias, com um trabalho incansável em todos os dias, abraçando, acolhendo, ensinando e amando a cada um que esteja sedento da verdade! Bendito sejas Tu Eterno pela vida e pelo amor que colocaste nesta família para preparar o caminho de volta à nossa amada Jerusalém!

Pedro, São José do Rio Preto (SP)

Juliana Rotter, São Paulo (SP):

Na Sinagoga Sem Fronteiras eu encontrei uma comunidade baseada nos valores e princípios éticos e religiosos que são fundamentais para mim e para minha família. O respeito, a gentileza, o serviço ao outro e o acolhimento das pessoas, sem distinção, sem preconceitos, na generosidade de um Judaísmo bondoso ao mesmo tempo que firme, honesto e compromissado com a tradição. O Rabino Gilberto Ventura e a Rabanit Jacque são exemplos de vida, que inspiram a perseverança e o empenho no cuidado e atenção a todo judeu, seja de berço, seja de retorno ou de escolha, e a todas as pessoas, de qualquer origem e credo, para a promoção da justiça e da paz. É a minha casa e a casa da minha família.

Juliana Rotter, São Paulo (SP)

Reginaldo, Igarassu (PE):

Para todos nós, a Sinagoga sem Fronteiras é um divisor de águas. Se antes éramos "descendentes de judeus", hoje somos judeus de fato e de direito. O trabalho e o empenho do Rabino Gilberto Ventura abriram-nos as portas para o reconhecimento de nossas comunidades por parte de importantes lideranças e instituições rabínicas ortodoxas em Israel e nos EUA, bem como para a nossa inserção na vida judaica tradicional por meio do ensino, da instrução, e do incentivo à vida de observância e compreensão profunda e pessoal do Judaísmo. O Rabino Ventura é um grande mestre, e também um grande animador e incentivador da cooperação entre as comunidades, hoje irmanadas e trabalhando em conjunto pelo fortalecimento e amadurecimento do movimento de retorno e abertura do Judaísmo no Brasil.

Reginaldo, Igarassu (PE)

Ana Carolina, Belo Horizonte (MG):

A Sinagoga Sem Fronteiras é, para mim, o retorno para casa. Todos os anos que antecederam este encontro foram de luta para compreender e reafirmar nossa identidade. Como bnei anussim há em nós sempre uma ausência, um cansaço, um desespero causado pela sensação de que não existia um lugar onde fossemos recebidos, onde pudéssemos aprender sobre nosso povo, onde nossa história e desejo de voltar para casa fossem ouvidos. Ter a oportunidade de aprender com o Rabino Gilberto e pela Rabanit Jacque nos enche de esperanças, faz-nos ver que é preciso retificar muitos caminhos tortuosos, mudar nossa mente, pensar diferente. Alimenta em nós o desejo de honrar os nossos antepassados, tantas mulheres e homens que guardaram em segredo sua fé, zelando para que restasse um rastro, uma pista, uma marca, que um dia levasse seus descendentes de volta para o seu povo. Mas seguir a pista sozinhos pode ser perigoso, e rezamos muito por ajuda, por um mestre que nos ensinasse a Torá e os costumes do povo de Israel. Nossas preces foram atendidas. Agora não precisamos mais acender nossas velas em segredo, nem nos ocultar, vivendo uma identidade dividida. Há um chamado de esperança, há uma mesa posta de livros para que a herança de nosso povo seja infundida em nós novamente.

Ana Carolina, Belo Horizonte (MG)

André Tavares, Belo Horizonte (MG):

Há um grande e trágico desencontro entre a comunidade judaica e os milhares de descendentes de judeus espalhados Brasil afora. Do ponto de vista legal, rabínico, educacional, comunitário e institucional, o que fazer com tantas pessoas que poderiam, deveriam e querem retornar para o Povo de Israel? Como lidar com o impacto do acolhimento dessas pessoas na comunidade já estabelecida? O desafio é tão grande, que não é surpresa que, por muito tempo, pouco ou nada tenha sido feito para enfrentá-lo. O Rabino Ventura e a Sinagoga Sem Fronteiras são uma resposta de muita coragem, de tremendo comprometimento com o Judaísmo e com o Povo Judeu, num esforço, digno da estirpe profética, de reconectar, educar e retornar centenas de almas judias espalhadas por esse nosso país. É uma honra e uma dádiva viver nesses tempos e participar desses acontecimentos. E somos muito gratos ao rabino e sua família por sua dedicação, fidelidade e amor por todos nós.

André Tavares, Belo Horizonte (MG)

Cínthia, Igarassu (PE):

O Judaísmo é família. E esse é o grande valor da Sinagoga sem Fronteiras. Por isso, nós, mulheres, encontramos nosso papel, de vital importância, no renascimento do Judaísmo nas tantas comunidades por todo o país. Porque, se o Judaísmo é família, é porque é vivência, é prática, é ensino pelo exemplo desde casa. A educação pelo cotidiano mostra que o Judaísmo não é pesado; ao contrário, é leve e possível quando integrado e absorvido na nossa vida familiar. E nós devemos muito ao Rabino Gilberto e à Rabanit Jacque, que apresentam esse entendimento e perspectiva genuína do Judaísmo.

Cínthia, Igarassu (PE)