1. HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO E PESQUISAS GENEALÓGICAS: DISTANCIAMENTOS, APROXIMAÇÕES E INTERAÇÕES METODOLÓGICAS POSSÍVEIS

O artigo visa a contextualizar elementos conceituais e metodológicos, promovendo uma reflexão sobre as relações de aproximação, distanciamento e interação entre o campo da História e da pesquisa genealógica. Especial atenção é dada a área da História da Imigração, onde ainda se encontra muitos discursos étnicos de caráter laudatório e etnocêntrico, especialmente nos estudos genealógicos, mas que podem advir, sem os devidos cuidados, também do campo historiográfico

2. A INQUISIÇÃO E OS CRISTÃOS-NOVOS: OS CASOS DA FAMÍLIA PESSOA TAVARES  

* Sessão da inquisição portuguesa

O texto aborda a trajetória de uma família de mercadores cristãos-novos que foi perseguida pelo Tribunal do Santo Ofício, em Portugal, durante o século XVIII. A pesquisa analisa como a perseguição aos cristãos-novos se reproduziu tanto nas instituições quanto na sociedade civil.  Foram analisados os processos movidos contra dois membros da família Pessoa Tavares, que residiam no Distrito de Castelo Branco, no período supracitado.

3. RESQUÍCIOS JUDAICOS EM MINAS GERAIS NO SÉCULO XVIII

* Cidade histórica de Minas Gerais - Vista panorâmica

O texto conta a história da perseguição inquisitorial dos judeus na Europa e no Brasil e as estratégias utilizadas pelos cristãos-novos para praticarem o judaísmo sem serem alvos de denúncias e investigações inquisitoriais. Além disso, o texto narra alguns hábitos e tradições mineiras oriundas dos cristãos-novos.

4. SER MARRANO EM MINAS COLONIAL

*gravura de uma família marrana

O artigo analisa o papel dos marranos (cristãos-novos, conversos) na Idade de Ouro do Brasil. A metodologia utilizada foi a análise de 57 processos inéditos de marranos presos em Minas Gerais no século XVIII. Do total dos processos analisados, 64% deles eram mercadores e 23% eram mineiros. Pertenciam à classe média e poucos eram os magnatas. Nenhum dele esteve envolvido no tráfico negreiro. Todos foram acusados do crime de judaísmo e de pertencerem a sociedades secretas, sendo que 42% dos brasileiros foram condenados à morte. O estudo conclui que ser marrano entre os portugueses no Brasil é mais um sentimento e uma visão de mundo do que uma prática religiosa.

5. OS CRISTÃOS-NOVOS NO BRASIL COLONIAL: REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO DO MARRANISMO

Este ensaio aborda a questão do marranismo no Brasil, durante o período dos séculos XVI ao XVIII. Segundo a autora, a perseguição inquisitorial portuguesa aos cristãos-novos não se deu por razões religiosas, mas sim anti-semitas, ou seja, pelo fato deles serem judeus. Os marranos em Portugal eram uma classe rica e o único grupo da sociedade capaz de reverter os status quo. Nesse sentido, torna-se urgente uma revisão crítica da historiografia tradicional tem como base os estudos mais recentes a respeito do papel dos cristãos-novos na história do Brasil colonial.

6. A “CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO”: UMA HISTÓRIA DESCONHECIDA SOBRE OS BANDEIRANTES JUDEUS NO BRASIL


* Antônio Raposo Tavares, dito o Velho foi um sertanista português, bandeirante paulista 

O ensaio aborda a questão dos bandeirantes paulistas, com destaque para Antônio Raposo Tavares, explorador, político e idealista, e seus companheiros judeus. O texto trata da rivalidade dos bandeirantes com os jesuítas da Companhia de Jesus, vistos como agentes da Inquisição no Brasil. Os jesuítas das estavam vinculados a Inquisição espanhola, e estavam incumbidos de perseguir e prender os bandeirantes judeus.

7. ARRUDAS EM MINAS GERAIS – MIGUEL DE SOUZA ARRUDA

O texto aborda a genealogia da família Arruda e de seu patriarca Miguel de Souza Arruda, falecido no início do século XX, seu inventário, seus prováveis ascendentes e seus descendentes mineiros.

8. 500 ANOS DE PRESENÇA JUDAICA NO BRASIL: O LEGADO DO JUDAÍSMO À CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA

* mapa do Brasil-Colônia

O texto aborda a questão da herança cultural judaica no Brasil, no sentido de sua participação na construção de uma mentalidade de luta a favor da igualdade social, tão bem caracterizada na figura de Joaquim Nabuco e em seu engajamento no processo de abolição da escravatura.